2025 não foi “mais um ano ruim” em cibersegurança. Foi o ano em que o risco cibernético consolidou de vez seu lugar como risco corporativo número 1, com impacto direto em continuidade operacional, receita, reputação e conformidade. (Fonte)
Ao mesmo tempo, a aceleração da IA ampliou o paradoxo: todo mundo entende o tamanho do risco, mas poucos têm governança e salvaguardas no nível necessário.
A seguir, confira 2025 em três partes: o que o mercado previa, o que se confirmou/virou padrão, e como o ano terminou — com as apostas mais prováveis para 2026.
O Allianz Risk Barometer 2025 colocou incidentes cibernéticos como o principal risco global (38%), à frente de interrupção de negócios (31%). E trouxe um sinal importante: o impacto de novas tecnologias (incluindo IA) aparece como novo entrante relevante — reforçando que IA deixou de ser só “habilitador” e passou a ser também vetor de risco que exige governança.
No recorte do que mais preocupava as empresas: data breaches, ransomware/malware, falhas em cloud/cadeias digitais e fraudes como BEC (e-mail spoofing) estavam no radar desde o início do ano.

O WEF capturou o problema com um dado que explica muito do que vimos em 2025: 66% das organizações viam IA como o maior “game changer” de ciber, mas apenas 37% afirmavam ter salvaguardas para avaliar ferramentas de IA antes de usá-las.
Para o Gartner, 2025 consolidaria a segurança como disciplina voltada a resiliência e performance do negócio: reduzir risco, sim — mas principalmente manter a operação de pé (mesmo sob ataque).
Se 2024 foi o ano do “precisamos modernizar”, 2025 foi o ano do “precisamos operacionalizar e reduzir tempo de exposição”.
O atacante não “quebra a empresa”: ele entra como usuário — credencial, sessão, token, OAuth, IdP.
Por isso, 2025 consolidou como padrão:
O Verizon DBIR 2025 trouxe um recado objetivo: exploração de vulnerabilidades como acesso inicial cresceu 34% e chegou a 20% das violações. E mais: para dispositivos de perímetro, a mediana para remediar foi de 32 dias — um intervalo enorme comparado à velocidade do atacante.
Resultado prático: em 2025, empresas maduras pararam de tratar “patch” como tarefa reativa e passaram a operar gestão contínua de exposição (priorização por risco, superfície externa, ativos críticos e internet-facing).
No DBIR 2025, o envolvimento de terceiros dobrou para 30% das violações. E o WEF reforçou supply chain como um dos grandes bloqueios para resiliência.
A consolidação de 2025 foi: TPRM com evidência técnica, e não só questionário. (Integrações, APIs, acessos, segmentação, mínimo privilégio, validações de integridade, SBOM/assinaturas quando aplicável.)
A Allianz já indicava preocupação com falhas em cloud/cadeias digitais e plataformas. Com isso, 2025 consolidou:
O Sophos Active Adversary Report 2025 mostra a mudança do jogo: em incidentes de ransomware, exfiltração foi confirmada em 43% dos casos (com mais 14% como “possível”). E a mediana até exfiltração foi de ~3 dias.
Isso explica por que 2025 consolidou, na prática:
Fortinet/FortiGuard descreve explicitamente o avanço de automação, reconhecimento acelerado, exploração em escala e roubo de credenciais. E a Check Point apontou um dado que virou manchete: +44% de aumento ano a ano em ataques globais (repercutido também no Brasil).
No fim de 2025, o cenário ficou mais claro (e mais exigente) em cinco pontos:
É onde o atacante entra mais rápido, com melhor custo/benefício, e com maior impacto.
O impacto é interrupção + vazamento + pressão regulatória, e não “só” indisponibilidade.
Gartner reforça a mudança: ciber precisa habilitar a transformação com governança, plataformas e controle operacional.
A Allianz já descrevia essa ambiguidade: IA aumenta risco, mas pode aumentar resiliência. O WEF mostrou o gap: adotar é fácil, governar é o desafio.
A Kaspersky reportou +29% em ataques a usuários Android no 1º semestre de 2025 vs 1º semestre de 2024 — reforçando mobile como vetor relevante para 2026.
O que 2026 tende a acelerar é menos “mais ferramenta” e mais confiança demonstrável, rastreabilidade e governança de IA.
O Gartner lista tendências estratégicas para 2026 com impacto direto em ciber:
A Kaspersky também aponta para 2026 com:
Se eu tivesse que traduzir 2025 em ações executáveis, seriam estas:
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Cibersegurança em 2025: o que foi previsto, o que se consolidou e como o ano terminou (com o mapa para 2026)
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