A recuperação após um ciberataque deveria ser um momento de controle, análise e reconstrução segura. No entanto, a realidade de muitas empresas brasileiras revela um cenário bem diferente: decisões apressadas, pressão interna e um ciclo perigoso de reinfecções. Um novo recorte de um estudo global da Cohesity expõe um dado alarmante - 34% das empresas no Brasil restauram seus sistemas sem verificar a integridade dos dados após um ataque.
Esse comportamento, aparentemente voltado para a retomada rápida das operações, acaba criando um efeito colateral crítico: a recorrência de incidentes. Não por acaso, 22% das organizações brasileiras sofreram múltiplos ataques em um período de apenas 12 meses.
O período imediatamente após um ataque, conhecido como “Day After”, é marcado por alta pressão das áreas de negócio. A urgência para voltar à operação, minimizar prejuízos e manter a reputação leva muitas empresas a ignorarem etapas essenciais de segurança.
Quase metade das organizações no Brasil admite sofrer pressão interna para restaurar sistemas antes mesmo da correção completa das vulnerabilidades. Esse cenário é agravado por falhas de comunicação, falta de coordenação e indisponibilidade de sistemas críticos — um ambiente propício para decisões equivocadas.
Além disso, a dependência de processos manuais na detecção de ameaças ainda é significativa: embora parte dos ataques seja identificada automaticamente, cerca de 40% dos alertas exigem validação humana, o que aumenta o tempo de resposta em momentos críticos.
Restaurar sistemas sem garantir que o ambiente está limpo é, na prática, reabrir a porta para o invasor. Sem pontos de recuperação confiáveis e verificados, os cibercriminosos podem manter acessos persistentes, facilitando novos ataques.
Esse ciclo contínuo de vulnerabilidade gera impactos diretos no negócio:
Ou seja, o problema deixa de ser apenas técnico e passa a afetar diretamente receita, reputação e valor de mercado.
Outro fator crítico apontado pelo estudo é a fragmentação das ferramentas de segurança e backup. Mesmo com boa parte das empresas afirmando possuir cópias de segurança, a falta de padronização e integração compromete a eficácia da recuperação.
Entre os principais desafios estão:
Essa combinação cria um cenário onde a recuperação até existe — mas não é confiável.
Grande parte das empresas ainda concentra seus investimentos em prevenção e detecção, deixando de lado etapas igualmente críticas: resposta e recuperação.
Esse desequilíbrio compromete a maturidade em cibersegurança. Não basta evitar ataques - é fundamental estar preparado para responder e se recuperar de forma segura e estruturada.
O estudo mostra que apenas 7% das organizações brasileiras são consideradas realmente maduras em termos de resiliência cibernética. Isso evidencia um gap significativo entre intenção e prática.
Construir uma postura sólida exige:
A velocidade de recuperação continua sendo importante, mas nunca à custa da segurança. Retomar operações com dados comprometidos é apenas adiar o problema.
A resiliência cibernética moderna exige equilíbrio entre agilidade e controle. Significa garantir que, ao voltar ao ar, a empresa esteja realmente protegida — e não apenas funcionando temporariamente.
No cenário atual, o verdadeiro diferencial competitivo não é evitar todos os ataques, mas saber responder a eles com inteligência, segurança e confiança.
Nosso propósito é assegurar um padrão de excelência em nossos projetos, transformando sua TI em uma alavanca estratégica para seus negócios e suas equipes. Dessa forma, sua empresa pode concentrar todos os esforços no que é fundamental: o seu core business.
Conte com a expertise de nossos especialistas para garantir um suporte técnico ágil e uma operação verdadeiramente eficiente.
Conheça nossos cases de sucesso
Entre em contato conosco
Siga-nos no Instagram
Fraudes digitais com IA desafiam segurança no Brasil
Phishing Security Test: Fortalecendo a Primeira Linha de Defesa da Sua Empresa

