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Brasil entra no Top 3 dos países mais afetados por ransomware em junho
Brasiline
16 de julho de 2026

O Brasil alcançou um marco preocupante no cenário global da cibersegurança. Em junho, foram registrados 23 ataques, colocando o Brasil atrás apenas dos Estados Unidos (199) e da Alemanha (49). O dado reforça que as organizações brasileiras estão cada vez mais na mira dos grupos cibercriminosos e evidencia a necessidade de fortalecer estratégias de prevenção, detecção e resposta a incidentes.

A plataforma Ransomware.live, mantida por Julien Mousqueton, CISO da Cohesity, monitora continuamente os sites de vazamento utilizados por grupos de ransomware para divulgar novas vítimas. Os números são divulgados mensalmente pela Cohesity e representam um importante indicador da evolução desse tipo de ameaça em escala global.

O que explica o crescimento do Brasil?

De acordo com a empresa, a presença do Brasil entre os países mais afetados pode refletir uma estratégia dos grupos criminosos de direcionar ataques para regiões com menor maturidade em resposta a incidentes e menor integração entre empresas e órgãos de investigação.

Além disso, a rápida transformação digital das organizações brasileiras ampliou significativamente a superfície de ataque. Ambientes híbridos, múltiplos fornecedores de tecnologia, acessos remotos e a crescente adoção de serviços em nuvem tornam a proteção mais complexa quando não há uma estratégia integrada de segurança.

O volume global continua elevado

Embora junho tenha registrado 708 vítimas, uma redução de 10,5% em relação às 791 ocorrências de maio, o cenário permanece extremamente preocupante.

Na prática, essa queda não representa uma diminuição significativa da ameaça. O número continua muito acima da média histórica observada ao longo dos últimos anos, demonstrando que o ransomware permanece entre as principais preocupações das equipes de segurança da informação.

Países mais afetados por ransomware em junho

  • Estados Unidos – 199
  • Alemanha – 49
  • Brasil – 23
  • Reino Unido – 21
  • Índia – 20
  • Canadá – 20
  • França – 15
  • Itália – 15
  • México – 14
  • Tailândia – 13

Setores mais afetados em junho

Os criminosos continuam priorizando organizações que possuem operações críticas ou alto potencial financeiro.

Confira os setores mais atingidos:

  • Mercado B2B – 123 vítimas (queda de 23,1%)
  • Manufatura – 83 vítimas (queda de 19,4%)
  • Tecnologia – 56 vítimas (queda de 21,1%)
  • Serviços ao consumidor – 53 vítimas (alta de 1,9%)
  • Saúde – 52 vítimas (queda de 23,5%)
  • Agricultura e produção de alimentos – 36 vítimas (queda de 7,7%)
  • Construção – 27 vítimas (queda de 15,6%)
  • Transportes e logística – 26 vítimas (queda de 25,7%)
  • Serviços financeiros – 25 vítimas (queda de 26,5%)
  • Educação – 24 vítimas (queda de 14,3%)

O destaque fica para o setor de serviços ao consumidor, que foi o único entre os dez principais segmentos a registrar crescimento no número de vítimas em relação ao mês anterior.

Evolução dos ataques nos últimos 12 meses

A quantidade de organizações expostas por grupos de ransomware demonstra que a atividade criminosa continua intensa.

MêsNúmero de vítimas
Junho708
Maio791
Abril870
Março844
Fevereiro784
Janeiro702
Dezembro/2025882
Novembro/2025717
Outubro/2025839
Setembro/2025598
Agosto/2025530
Julho/2025547

Como reduzir o risco de ransomware?

Nenhuma organização está imune aos ataques, mas a adoção de uma estratégia de segurança em camadas reduz significativamente as chances de comprometimento e os impactos financeiros e operacionais.

Entre as principais práticas estão:

  • Monitoramento contínuo do ambiente;
  • Soluções de EDR/XDR para detecção e resposta;
  • Gestão contínua de vulnerabilidades;
  • Backup protegido e imutável;
  • Autenticação multifator;
  • Treinamento de conscientização para colaboradores;
  • Plano estruturado de resposta a incidentes;
  • Monitoramento e correção rápida de falhas críticas.

A prevenção continua sendo o melhor investimento

Os números de junho mostram que o Brasil passou a ocupar uma posição de destaque entre os alvos dos grupos de ransomware. Mesmo com uma leve redução no volume global de ataques, o cenário continua exigindo atenção máxima das empresas.

Investir em monitoramento contínuo, proteção de endpoints, gestão de vulnerabilidades e capacidade rápida de resposta deixou de ser um diferencial competitivo e passou a ser um requisito para garantir a continuidade dos negócios.

Quanto mais cedo uma ameaça é detectada e contida, menores são os impactos financeiros, operacionais e reputacionais para a organização.

Fonte

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