A Fundação Getúlio Vargas (FGV) teria sido alvo de um ataque cibernético com possível vazamento de 1,52 terabytes de dados, segundo anúncio publicado na dark web pelo grupo criminoso conhecido como DragonForce. O coletivo é especializado em ataques de ransomware, modalidade que envolve o sequestro e a ameaça de divulgação de informações sensíveis mediante pagamento de resgate.
De acordo com a publicação dos criminosos, foi estipulado um prazo de dez dias para que a instituição negocie o pagamento antes da suposta divulgação integral dos dados. Esse modelo de pressão, com contador regressivo público, é uma prática comum entre grupos de ransomware para acelerar decisões sob alto impacto reputacional e operacional.
Entre os dias 19 e 20 de fevereiro, a FGV já havia enfrentado instabilidades em seus sistemas, afetando a rotina acadêmica e administrativa. À época, especulou-se a possibilidade de um ataque de negação de serviço (DDoS), mas não houve confirmação oficial sobre a natureza do incidente.
O anúncio recente do grupo Dragonforce levanta a hipótese de que o episódio anterior possa ter relação com um ataque mais amplo, possivelmente envolvendo exfiltração de dados. No entanto, até o momento, não há confirmação pública que estabeleça essa correlação de forma definitiva.
Segundo as informações divulgadas pelos próprios criminosos, amostras de documentos teriam sido publicadas como prova do ataque. Entre os possíveis dados expostos estariam:
Caso confirmada, a exposição envolveria tanto dados pessoais quanto informações institucionais sensíveis — um cenário que amplia os riscos jurídicos, financeiros e reputacionais.
Instituições acadêmicas tornaram-se alvos recorrentes de grupos de ransomware. O grande volume de dados pessoais, financeiros e acadêmicos, somado à necessidade de alta disponibilidade dos sistemas, cria um ambiente propício para extorsões.
Além do risco direto aos titulares de dados, incidentes dessa natureza podem gerar:
Independentemente da confirmação oficial dos detalhes, o episódio reforça alguns pontos críticos:
O crescimento de grupos como o Dragonforce demonstra que o modelo de “dupla extorsão” — criptografar e ainda ameaçar divulgar dados — segue sendo altamente lucrativo para o cibercrime.
Ataques desse porte não afetam apenas grandes universidades. Empresas de todos os segmentos que armazenam dados sensíveis estão na mira de grupos especializados em ransomware.
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