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Golpes via WhatsApp usam coronavírus para roubar dados pessoais
Brasiline
23 de março de 2020

Enquanto os órgãos de saúde no Brasil continuam se esforçando para combater a pandemia do COVID-19 (coronavírus), alguns cibercriminosos se aproveitam da ampla campanha de conscientização em andamento para continuar suas atividades ilegais. O mais novo golpe – identificado pelos especialistas de segurança da Kaspersky – é uma mensagem via WhatsApp que promete informações sobre a atual situação da crise no país e um kit gratuito com máscara e álcool gel, a ser dado pelo governo federal.

A mensagem direciona o usuário para uma página falsa com a logomarca do governo federal que traz informações sobre a quantidade de pessoas infectadas e mortas pelo Covid-19 e dá dicas de prevenção. Para receber o suposto kit, o site pede ainda para o internauta preencher um formulário com nome, CPF e endereço completo. Ao final, é solicitado para a vítima compartilhar o site com amigos e grupos para ajudar a “salvar vidas”.

“Existe um esforço geral para compartilhar as informações essenciais sobre o coronavírus e elas estão em diferentes lugares: órgãos de saúde, sites de empresa, veículos de comunicação entre outros. Isso acaba ajudando a ação dos cibercriminosos. Mas uma coisa não muda, o usuário não deve informar seus dados pessoais em sites desconhecidos”, afirma Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky.

Outro golpe que está rolando pelas redes sociais, são mensagens que informam que o serviço de streaming Netflix estaria liberando seus serviços até o final da pandemia de Covid-19. O link leva para uma página que pede a resposta a algumas perguntas e, depois, compartilhar com mais 10 contatos. O objetivo do golpe é levar tráfego para um site que fatura com anúncios.

Para evitar ser vítima, a Kaspersky recomenda:

  • Suspeite sempre de links recebidos por e-mails, SMSs ou mensagens de WhatsApp, principalmente quando o endereço parece suspeito ou estranho;
  • Sempre verifique o endereço do site para onde foi redirecionado, o endereço do link e o e-mail do remetente para garantir que são genuínos antes de clicar neles, além de verificar se o nome do link na mensagem não aponta para outro hyperlink;
  • Verifique se a notícia é verdadeira acessando o site oficial da empresa ou organização – ou os perfis nas redes sociais;
  • Se não tiver certeza de que o site da empresa é real e seguro, não insira informações pessoais;
  • Use soluções de segurança confiáveis para ter uma proteção em tempo real para quaisquer tipos de ameaças.

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