A chegada de um novo colaborador representa um momento importante para qualquer organização. Além dos treinamentos, integrações e alinhamentos com a equipe, existe uma série de atividades realizadas pelos departamentos de TI e RH para garantir que o profissional tenha acesso aos sistemas e recursos necessários desde o primeiro dia.
Nesse processo, uma prática ainda muito comum é o fornecimento de senhas temporárias para acesso inicial aos ambientes corporativos. Embora pareça uma solução simples e eficiente, esse método pode criar riscos significativos de segurança quando não é gerenciado adequadamente.
Durante o onboarding, as equipes de TI precisam criar contas, configurar dispositivos, conceder permissões e disponibilizar credenciais em um curto espaço de tempo. Para acelerar esse processo, muitas organizações utilizam senhas temporárias enviadas por e-mail, mensagens de texto ou comunicadas verbalmente.
O problema é que essas credenciais podem ficar expostas durante o compartilhamento ou, em alguns casos, nunca serem alteradas pelos usuários após o primeiro acesso.
Quando isso acontece, uma senha criada apenas para facilitar a integração pode se transformar em uma vulnerabilidade permanente dentro da organização.
O envio de senhas em texto simples por e-mail ou SMS continua sendo uma prática comum em muitas empresas. Apesar da conveniência, esses canais podem ser interceptados, encaminhados ou acessados por terceiros em dispositivos comprometidos.
Mesmo quando as credenciais são compartilhadas verbalmente, existem outros desafios. O processo depende da disponibilidade das equipes, aumenta a complexidade operacional e frequentemente envolve intermediários, ampliando o risco de erros ou vazamentos de informações.
Quanto mais pessoas participam do processo de distribuição de credenciais, maior é a superfície de exposição.
A maioria das organizações espera que o colaborador altere sua senha após o primeiro login. No entanto, na prática, essa etapa pode ser esquecida ou postergada.
Além disso, algumas empresas não possuem mecanismos que obriguem a redefinição da senha inicial. Como resultado, credenciais criadas para uso temporário permanecem ativas por meses ou até anos.
Essas senhas costumam ser mais simples, previsíveis ou geradas em massa para agilizar o processo de onboarding, tornando-se alvos atrativos para criminosos que buscam acessos não autorizados.
Diversos incidentes de segurança demonstram como credenciais padrão ou temporárias podem causar impactos significativos.
Em muitos casos, invasores exploram senhas que deveriam ter sido alteradas durante a implantação de sistemas ou utilizadas apenas em ambientes de teste. Quando essas credenciais permanecem ativas em produção, elas se tornam uma porta de entrada para acessos indevidos, vazamento de informações e comprometimento de operações críticas.
Esse cenário reforça a importância de adotar processos mais seguros para gerenciamento de identidades e acessos desde o primeiro dia do colaborador na empresa.
A melhor estratégia não é apenas criar senhas mais complexas, mas implementar processos que reduzam a dependência de ações manuais e minimizem o compartilhamento de credenciais.
Automatizar a criação de usuários, aplicar políticas de acesso baseadas em função, controlar permissões e garantir a revogação imediata de acessos quando necessário são práticas fundamentais para fortalecer a segurança e a governança de identidade.
Além de reduzir riscos, essas iniciativas aumentam a produtividade das equipes de TI e proporcionam uma experiência mais eficiente para novos colaboradores.
Para organizações que desejam modernizar seus processos de onboarding e gerenciamento de acessos, a Gestão de Identidade e Acessos (IAM) da ManageEngine, oferecida pela Brasiline, proporciona uma abordagem centralizada, automatizada e escalável.
A solução permite automatizar todo o ciclo de vida das identidades digitais, desde a criação até a revogação de acessos, reduzindo a dependência de processos manuais e fortalecendo os controles de segurança.
Entre os principais benefícios estão:
Ao substituir processos manuais por fluxos automatizados e controlados, as empresas reduzem significativamente os riscos associados às credenciais temporárias e fortalecem sua estratégia de segurança digital desde o primeiro dia de cada colaborador.
O onboarding é um momento crítico para a segurança da informação. Práticas aparentemente simples, como o compartilhamento de senhas temporárias, podem criar vulnerabilidades que permanecem ativas por muito mais tempo do que o esperado.
Investir em uma estratégia estruturada de Gestão de Identidade e Acessos permite reduzir riscos, melhorar a governança e tornar o processo de integração mais eficiente para todos os envolvidos. Afinal, a segurança não deve começar após o primeiro acesso, ela deve estar presente desde o primeiro dia.
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